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	<title>Sereia de Ouro</title>
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		<title>O artista viajante</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Sep 2011 09:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[artista plástico]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Hermano]]></category>
		<category><![CDATA[Sereia de Ouro]]></category>

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		<description><![CDATA[Radicado em São Paulo, o premiado artista plástico cearense Luiz Hermano é um dos homenageados deste ano com o Troféu Sereia de Ouro. A comenda será entregue, amanhã, no Theatro José de Alencar, também para o jornalista Fernando César Mesquita, o empresário Everardo Telles e o ministro do TCU Valmir Campelo
Luiz Hermano Façanha Farias nasceu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_772" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://hotsite.verdesmares.com.br/sereiadeouro/wp-content/uploads/2011/09/luizhermano.jpg"><img class="size-full wp-image-772" title="luizhermano" src="http://hotsite.verdesmares.com.br/sereiadeouro/wp-content/uploads/2011/09/luizhermano.jpg" alt="Luiz Hermano: a criatividade do menino que fazia os próprios brinquedos não abandonou o homem que rodou o mundo e construiu uma carreira vitoriosa FOTO: A. CAPIBARIBE NETO" width="300" height="238" /></a><p class="wp-caption-text">Luiz Hermano: a criatividade do menino que fazia os próprios brinquedos não abandonou o homem que rodou o mundo e construiu uma carreira vitoriosa FOTO: A. CAPIBARIBE NETO</p></div>
<p>Radicado em São Paulo, o premiado artista plástico cearense Luiz Hermano é um dos homenageados deste ano com o Troféu Sereia de Ouro. A comenda será entregue, amanhã, no Theatro José de Alencar, também para o jornalista Fernando César Mesquita, o empresário Everardo Telles e o ministro do TCU Valmir Campelo</p>
<p>Luiz Hermano Façanha Farias nasceu no distrito de Preaoca, em Cascavel. O lugar, no entanto, era pequeno demais para o filho do agricultor Francisco Campoamor Farias e de Silva e de Maria Eugênia Façanha Farias. Luiz descobriu as artes ainda na infância. E com elas, tornou-se capaz de criar um mundo novo ao seu redor.</p>
<p>O adulto, sempre às voltas com as questões da arte contemporânea, lembra com carinho da infância simples, das brincadeiras à sombra das mangueiras e dos cajueiros. Menino inventor e de fértil imaginação, Luiz Hermano criava seus próprios brinquedos. De latas e pedaços de madeira, fazia miniaturas de aviões e submarinos. Os olhos se encantavam, cada dia mais, com as formas e cores das revistas em quadrinhos, enciclopédias, almanaques e selos que o menino colecionava. Cedo demonstrou talento para o desenho. Recriava a paisagem, seus personagens favoritos e fazia caricaturas de seus conhecidos.</p>
<p>Até os 13 anos, Luiz Hermano viveu neste mundo idílico de Preaoca. A partir daí, iniciou-se num processo de contínuas viagens. Primeiro mudou-se com a família para a sede de Cascavel, onde fez o ginásio. Depois, a Fortaleza, cidade em que estudou Edificações, na Escola Técnica Federal do Ceará, e Filosofia na Universidade Estadual (Uece). &#8220;Na época, não tinha uma escola de arte na cidade. Meu pai dizia para eu cursar Arquitetura, mas preferi fazer Filosofia, para ´abrir a cabeça´. Independentemente do que estudava, nunca deixei a arte de lado. Meu trabalho criativo continuava, paralelamente às outras atividades&#8221;.</p>
<p><strong>A escolha</strong></p>
<p>Na vida de Luiz Hermano, a arte não aceitou o papel de coadjuvante. O artista fez sua escolha e mergulhou fundo nela. Matriculou-se em vários cursos livres, em diversas técnicas artísticas. Aprendeu com mestres como o renomado gravurista Carlos Martins. Quando não estava criando, o jovem se dedicava aos estudos da história das artes.</p>
<p>Ciente de que a técnica não basta a um verdadeiro artista, quis conhecer o mundo além de sua terra natal e colecionar experiências. Sozinho, percorreu o Rio São Francisco, chegou a Brasília, tomou um trem para São Paulo. Desbravou boa parte do Brasil antes de partir para outras aventuras em países da América Latina, como Peru, Bolívia e Argentina. Viagens que lhe proporcionaram uma nova visão da arte. &#8220;A minha verdadeira escola foram as viagens, os cursos e o contato que tive e tenho com outros artistas e pesquisadores da área&#8221;, conta.</p>
<p>À medida que se envolvia com o campo artístico, Luiz Hermano sentia a necessidade de dar voos mais altos. Assim, no início dos anos 1980, ele decidiu deixar o Ceará e fixar-se em outra capital. Após um curto período no Rio de Janeiro, foi morar em São Paulo &#8211; e é lá onde vive há mais de 30 anos.</p>
<p>Na capital paulista, o cearense conquistou seu espaço. Afinal, a cidade já havia se mostrado receptiva anos antes, quando de sua primeira exposição &#8220;Desenhos&#8221; (1979), no Museu de Arte de São Paulo (Masp). Sua produção inicial, desenvolvida no interior de um contexto fantástico, foi dando vez a trabalhos tridimensionais, que tiveram destaque na 21ª Bienal de São Paulo, em 1991, quando o artista ganhou sala especial.</p>
<p><strong>Consagração</strong></p>
<p>Artista cearense de sucesso e reconhecido internacionalmente, Luiz Hermano exibiu seu trabalho em dezenas de mostras. Dentre as exposições individuais, o artista plástico destaca &#8220;Rio de Contas&#8221;, &#8220;Rede Concreta/Trama Orgânica&#8221;, &#8220;Falso Brilhante&#8221;, &#8220;Extinto&#8221; e &#8220;Projeto para dias de chuva&#8221;. Dentre as coletivas, o artista ressalta &#8220;Volpi e as Heranças contemporâneas&#8221;, &#8220;Poéticas da Natureza&#8221;, &#8220;Era uma vez… Arte conta histórias do mundo&#8221;, &#8220;Bienal do vento Sul&#8221;, &#8220;Puras misturas&#8221; e &#8220;Proposição&#8221;.</p>
<p>Seus trabalhos podem ser apreciados nos principais museus e espaços de arte do Brasil, caso do Masp, da Pinacoteca de São Paulo, o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM &#8211; SP) e Museu de Arte Contemporânea de São Paulo (MAC &#8211; SP). Uma coleção de obras doada pelo artista, representativa de várias fases de sua carreira, integra o acervo do Museu de Arte Contemporânea do Ceará. Luiz Hermano tem ainda produções na Biblioteca Nacional de Paris e coleções particulares famosas, como a de Patrícia Cisneiro. Em 2008, quando realizou a exposição individual &#8220;Tempo do Corpo&#8221;, na Pinacoteca de São Paulo, Hermano lançou um livro contando toda a sua trajetória artística.</p>
<p><strong>Obra</strong></p>
<p>O cearense é um artista prolífico. &#8220;Quando tenho uma ideia, vou criando logo o trabalho. Não tem essa de testar os objetos antes não. Tudo faz parte do processo criativo. Eu trabalho com diversos tipos de objetos, vou pesquisando aqueles que têm uma proximidade maior com o que estou querendo trabalhar no momento. Procuro, cada vez mais, criar possibilidades como um caleidoscópio&#8221;, diz.</p>
<p>Segundo o artista, viver de arte no Brasil não é difícil. Apesar das crises mundiais, o País, segundo ele, está num momento fecundo. &#8220;A arte contemporânea tem sido um negócio viável. A arte tem um potencial incrível. Ela abre muitas possibilidades, é uma coisa sublime, algo que dá prazer, a quem cria e a quem aprecia&#8221;.</p>
<p>Para os artistas mais jovens, Luiz Hermano aconselha, sobretudo, humildade e dedicação ao trabalho. &#8220;O artista é um operário. Ele tem um dom que necessita desenvolver. Além disso, tem que sincronizar sua produção com o cotidiano e com o mundo atual. Ele deve trabalhar muito, e precisa ser sempre humilde&#8221;, ensina.</p>
<p>Diante da importância de seu trabalho e de anos dedicados às artes visuais, o artista receberá, amanhã, o Troféu Sereia de Ouro. A notícia da escolha de seu nome para a comenda foi recebida com muita alegria. &#8220;Nossa! Quando vi a lista das pessoas que já ganharam o Sereia de Ouro, percebi que estava em ótima companhia. O Troféu é importante para o meu trabalho e um reconhecimento ao que venho fazendo em todos esses anos. Estou realmente feliz!&#8221;, celebra Luiz Hermano.</p>
<p><strong>Frase</strong><br />
&#8220;O Troféu é importante para o meu trabalho e um reconhecimento ao que venho fazendo&#8221;<br />
<strong>Luiz Hermano</strong><br />
Artista plástico</p>
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		<title>Acima de tudo: jornalista</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Sep 2011 07:10:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando César Mesquita]]></category>
		<category><![CDATA[jornalista]]></category>
		<category><![CDATA[Sereia de Ouro]]></category>

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		<description><![CDATA[O jornalista Fernando César Mesquita é um dos agraciados com o Troféu Sereia de Ouro 2011. Trabalhou nos principais jornais do País e fez história como governador do Distrito Federal de Fernando de Noronha. Uma de suas realizações, o sistema de comunicação do Senado, é referência para instituições públicas. O artista plástico Luiz Hermano, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_767" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://hotsite.verdesmares.com.br/sereiadeouro/wp-content/uploads/2011/09/fernandocesar.jpg"><img class="size-full wp-image-767" title="fernandocesar" src="http://hotsite.verdesmares.com.br/sereiadeouro/wp-content/uploads/2011/09/fernandocesar.jpg" alt="Jornalista por vocação, o cearense Fernando César Mesquita exerceu importantes cargos na administração pública, sem jamais perder sua ligação com o jornalismo FOTO: A. CAPIBARIBE NETO" width="300" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Jornalista por vocação, o cearense Fernando César Mesquita exerceu importantes cargos na administração pública, sem jamais perder sua ligação com o jornalismo FOTO: A. CAPIBARIBE NETO</p></div>
<p>O jornalista Fernando César Mesquita é um dos agraciados com o Troféu Sereia de Ouro 2011. Trabalhou nos principais jornais do País e fez história como governador do Distrito Federal de Fernando de Noronha. Uma de suas realizações, o sistema de comunicação do Senado, é referência para instituições públicas. O artista plástico Luiz Hermano, o empresário Everardo Telles e o ministro Valmir Campelo também recebem a comenda</p>
<p>Os laços que lhe vinculariam ao jornalismo começaram a estreitar-se muito cedo. Filho de Ulisses Mesquita e Edilberta Moreira Mesquita, o jovem fortalezense Fernando César Mesquita, nascido em 1938, ainda pequeno já se encantava com o ofício do tio, o jornalista Perboyre e Silva, um dos fundadores da Associação Cearense de Imprensa (ACI), responsável pela instalação da sede da entidade no Centro de Fortaleza, onde ainda hoje se localiza. Aos 15 anos, começou a seguir os passos do tio na antiga Rádio Iracema, porta de entrada de toda uma geração de talentosos jornalistas. Ali fez suas primeiras coberturas e se iniciou nos saberes do ofício. Dois anos depois, migraria para outros veículos da Capital, como O Estado e Tribuna do Ceará. Na década de 60, contudo, as terras alencarinas já não eram suficientes para conter sua ânsia em exercer a profissão, de ir além. Logo expandiria o alcance de seu trabalho, mudando-se para o lugar de onde nasciam as principais notícias políticas do País: Brasília, a Capital Federal.</p>
<p><strong>Planalto</strong></p>
<p>Em Brasília, tornou-se correspondente de diversas empresas de comunicação (Diário Carioca, Correio do Povo, United Press International, Diário de Notícias e Rádio Jovem Pan) e exerceu cargos como o de chefe de Redação no jornal O Estado de S. Paulo (SP) e editor de Política no Jornal do Brasil (RJ). Tudo num intervalo de menos de 30 anos. Durante esse período, Fernando César foi reconhecido também por ter auxiliado no estabelecimento de muitos jornalistas cearenses que chegaram à Capital Federal.</p>
<p>Com eles, Mesquita formou o que outros profissionais da área apelidariam de &#8220;ciclo da jangada&#8221;. &#8220;Éramos muitos cearenses em Brasília: Rangel Cavalcante era editor de Política no Jornal do Brasil; Ari Cunha, no Correio Braziliense; Tomás Coelho estava na Folha de S. Paulo, Lustosa da Costa também estava na capital&#8230; e todos nós nos ajudávamos muito. Aí, os outros jornalistas, com certos ciúmes, apelidaram assim&#8221;, relembra ele.</p>
<p>A partir dos anos 80, passou a se dedicar ao marketing político, auxiliando na candidatura de alguns nomes. Em 1984, acompanhou de perto o processo de abertura política do País, já que coordenava a campanha do senador José Sarney, à vice-Presidência da República, e a do ex-vice presidente Aureliano Chaves, à Presidência. Nos anos subsequentes, tornou-se secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência da República, de 1985 a 1986; e em 1987 foi chamado ao cargo de presidente da Comissão de Defesa dos Direitos do Cidadão (ouvidor-geral da República).</p>
<p><strong>Meio ambiente</strong></p>
<p>Ainda naquele ano, Fernando César Mesquita conquistaria um dos cargos que mais o deixaram feliz: governador do Território Federal de Fernando de Noronha. Tal atribuição seria uma das responsáveis por despertar nele uma especial preocupação com debates e lutas ambientais. Em Fernando de Noronha, teve a oportunidade de levar ao presidente da República um decreto que autorizava a transformação de 60% da ilha em área preservada, combatendo em partes a especulação imobiliária na região.</p>
<p>Um ano depois, estava Mesquita em uma nova empreitada, desta vez como autor do projeto de criação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), embrião do futuro Ministério do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. Foi ele o primeiro presidente do Instituto, de janeiro de 1989 a março de 1990. Sob sua gestão, foram criadas diversas unidades de conservação e constatou-se uma redução em 30% nas queimadas em território nacional. &#8220;O Ibama hoje é uma referência, virou uma grife, e isso me deixa muito feliz. Pudemos notar um avanço nas iniciativas voltadas ao meio ambiente e é gratificante ter feito parte disso&#8221;, comenta. O conhecimento profundo do jornalismo e das questões ambientais o renderam o convite para ocupar o cargo de editor de Meio Ambiente, da Rede Globo de Televisão.</p>
<p><strong>Comunicação</strong></p>
<p>Desde sua chegada a Brasília, Fernando César Mesquita soube unir sua vocação jornalística ao trabalho político, utilizando ambos em prol dos cidadãos e da democracia. Em seis anos de trabalho como diretor da Secretaria de Comunicação Social do Senado Federal, o cearense criou uma complexa estrutura de comunicação no Senado, que contava com rádio e televisão próprios, além de uma respeitada agência de notícias. O sistema se tornou referência para outros, que mais tarde seriam implementados na Câmara dos Deputados, no Supremo Tribunal e em assembleias legislativas de diversos estados. &#8220;Em um estado democrático, eu penso que todo parlamentar tem a obrigação de mostrar seu trabalho. Não é promoção individual ou nada parecido, se trata do direito dos cidadãos de estar informados sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido. Desse modo, o Congresso não podia abrir mão de televisão, rádio ou agência. Passamos a fazer jornais diários, inclusive, a fim de manter as pessoas informadas sobre a casa&#8221;, detalha o jornalista. Ainda à frente da Secretaria de Comunicação Social do Senado Federal, Fernando César Mesquita já anuncia um projeto de expansão do sistema de comunicação que deverá ampliar sua atuação nos meios digitais.</p>
<p><strong>Casa do Ceará</strong></p>
<p>Fundada há 47 anos, a Casa do Ceará é uma instituição sem fins lucrativos, criada com o objetivo de promover a cultura nordestina, em especial a cearense, e servir de meio para congregar os conterrâneos em Brasília. Segundo a própria instituição, as saudades da terra, da paisagem nordestina e dos colegas da região levaram o fundador Crysantho Moreira da Rocha a convocar alguns de seus inúmeros amigos para a tarefa de criar uma instituição que irmanasse os cearenses que residiam em Brasília.</p>
<p>Sócio-fundador, Mesquita é o atual presidente da Instituição. Um dos destaques de sua gestão, iniciada em 2007, foi a assinatura do convênio destinado à elaboração do projeto arquitetônico da sede da Casa do Ceará em Brasília, que até então não possuía uma residência à altura de sua relevância. Exaltando os talentos da terra, o projeto é de autoria do arquiteto e compositor Fausto Nilo.</p>
<p>Sobre a importância de ter sua vida e carreira reconhecidas através do Troféu Sereia de Ouro, Fernando Mesquita agradeceu emocionado a honraria. &#8220;Recebi muitos prêmios nessa trajetória, mas nada se compara a ter o reconhecimento de meus conterrâneos. Sobretudo um prêmio proveniente de uma empresa e de uma família pelas quais tenho grande admiração. Esse, certamente, deverá figurar como um dos meus maiores orgulhos&#8221;, ressalta. A declaração ganha vigor diante de um importante detalhe: em seu currículo destacam-se 21 condecorações, entre títulos e medalhas. Agora 22, com a diferença de que, desta vez, é sua terra que o condecora.</p>
<p><strong>Frase</strong><br />
&#8220;Recebi muitos prêmios, mas nada se compara a ter o reconhecimento de meus conterrâneos&#8221;<br />
<strong>Fernando César Mesquita</strong><br />
Jornalista</p>
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		<title>Sucesso pelo talento</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Sep 2011 09:44:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Everardo Telles]]></category>
		<category><![CDATA[Sereia de Ouro]]></category>
		<category><![CDATA[Ypióca]]></category>

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		<description><![CDATA[O empresário Everardo Telles é um dos homenageados deste ano com o Troféu Sereia de Ouro. Aos 68 anos, ele comanda uma das maiores empresas familiares do Brasil, investindo em ramos que vão desde a produção de cachaça a gado de corte. O segredo por trás do êxito? Inovação. Ele recebe a comenda na sexta-feira, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_763" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://hotsite.verdesmares.com.br/sereiadeouro/wp-content/uploads/2011/09/everardotelles2.jpg"><img class="size-full wp-image-763" title="everardotelles" src="http://hotsite.verdesmares.com.br/sereiadeouro/wp-content/uploads/2011/09/everardotelles2.jpg" alt="Legenda: Everardo Telles foi iniciado ao mundo da administração, ainda criança, na garupa do cavalo do pai: ele representa a 4ª geração da família à frente do Grupo Ypióca Foto: MARÍLIA CAMELO" width="300" height="207" /></a><p class="wp-caption-text">Legenda: Everardo Telles foi iniciado ao mundo da administração, ainda criança, na garupa do cavalo do pai: ele representa a 4ª geração da família à frente do Grupo Ypióca Foto: MARÍLIA CAMELO</p></div>
<p>O empresário Everardo Telles é um dos homenageados deste ano com o Troféu Sereia de Ouro. Aos 68 anos, ele comanda uma das maiores empresas familiares do Brasil, investindo em ramos que vão desde a produção de cachaça a gado de corte. O segredo por trás do êxito? Inovação. Ele recebe a comenda na sexta-feira, no Theatro José de Alencar, ao lado do artista plástico Luiz Hermano, do jornalista Fernando César Mesquita e do ministro Valmir Campelo</p>
<p>Aos cinco anos de idade, Everardo Ferreira Telles já percorria canaviais, em Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza, no lombo de um cavalo, ao lado do pai, Paulo Campos Telles. Da garupa, ele observava a forma como Paulo conduzia a produção e dava ordens aos funcionários. Aos 68 anos, ele representa a quarta geração à frente de uma das mais sólidas empresas familiares do Brasil. &#8220;Sabiamente, meu pai sempre procurou me envolver nas atividades da empresa e algumas lições que ele me passou trago comigo até hoje&#8221;, conta.</p>
<p>Everardo nasceu em Fortaleza, mas morou até os sete anos em Maranguape, numa casa construída pelo pai no mesmo local onde ainda funciona uma das sedes do Grupo Ypióca. Daquela época, ele lembra com carinho da Escola Eugênia Campos, nome da avó paterna, e que é mantida até os dias atuais pela família. Foi lá que ele iniciou os estudos. &#8220;Tinha que ir para aula todo dia. E, como a escola ficava a uns dois quilômetros de casa, meu pai me deu um jumentinho. O nome dele era Oficial, foi um gerente que o denominou. Eu adorava&#8221;, diverte-se.</p>
<p>Àquela altura, o avô, Dario Borges Telles, havia falecido. Everardo revela que, antes de o pai assumir a direção dos negócios, a avó, Eugênia Campos, tocou a empresa. Foi a única mulher a assumir a posição desde a fundação, pelo imigrante português Dario Telles de Menezes, seu bisavô, em 1846. &#8220;Meu pai estudava em Fortaleza e ia a Maranguape somente aos fins de semana. Em algumas dessas idas, viu a mãe a cavalo, trabalhando muito, e, penalizado, deixou os estudos e tomou a frente de tudo. Isso aos 18 anos&#8221;, recorda Everardo.</p>
<p>Ele, o primeiro da linha de sucessão com nível superior, começou a ser inserido formalmente na empresa por volta dos 20 anos. Cursando Agronomia na Universidade Federal do Ceará (UFC), ele se dividia entre as aulas e uma espécie de estágio no grupo Ypióca. A hora de seguir seu destino e assumir de vez o comando das empresas veio em 1978, após a morte do pai, com quem, até então, dividia as atribuições. &#8220;Desde 1970, ele vinha diminuindo o ritmo, delegando mais&#8221;, revela.</p>
<p><strong>Diversificação</strong></p>
<p>Na época, existia apenas a Ypióca Maranguape, que ainda é a matriz do Grupo. Atualmente, as cachaças da marca são exportadas para 40 países. Em constante processo de diversificação das áreas de atuação, são quatro indústrias produzindo a bebida (em Paraipaba, Pindoretama e Jaguaruana, no Interior cearense, e Ceará-Mirim, no Rio Grande do Norte), fábrica de papelão, indústria de garrafas plásticas, fazendas de pecuária leiteira e de corte e um complexo turístico, o Y-Park, além de um centro de distribuição em São Paulo. &#8220;A inovação sempre foi uma característica nossa. Isso já aparecia desde as embalagens até a forma de envelhecer a cachaça, técnica trazida de Portugal por meu bisavô. E tudo vem sendo melhorado&#8221;, avalia. &#8220;Com o tempo, cheguei à conclusão de que era importante inovar tanto quanto diversificar as atividades, como questão de estabilidade econômica&#8221;.</p>
<p>As primeiras garrafas de cachaça eram como as de cerveja, com tampas de metal. As de um litro, com tampas plásticas, foram introduzidas pelo pai de Everardo. Depois vieram as envolvidas com cipó e, mais adiante, palha. &#8220;Só na produção de invólucros, a Ypióca dá trabalho a mais de quatro mil artesãos em todo o Estado&#8221;. Isso é mais que o total de funcionários contratados: 3,45 mil.</p>
<p>A mais nova investida da Ypióca é a produção de etanol, iniciada há dois anos. De acordo com Everardo, ele passa a ser uma opção quando a produção da agroindústria supera a capacidade de absorção do mercado. Assim, o saldo é transformado em etanol. &#8220;A produção atual é de 30 milhões de litros por ano, mas a meta para os próximos três anos é duplicar a marca&#8221;, explica o empresário.</p>
<p>O faturamento do Grupo Ypióca, em 2010, ficou na casa dos R$ 300 milhões. Seu crescimento médio anual é de 10%, conforme Everardo. Apesar da diversificação, a cachaça continua sendo o principal negócio da empresa. O diferencial, garante Everardo, é o tratamento dado ao produto, desde a destilação até o envelhecimento em tonéis e barris de madeira &#8211; carvalho ou bálsamo -, alguns preservados há mais de 100 anos. &#8220;Toda a cachaça que produzimos é envelhecida pelo menos um ano. A bebida produzida num ano só é engarrafada no ano seguinte, no mínimo&#8221;. Na outra ponta da linha de envelhecimento, revela Everardo, há cachaças premium envelhecidas por décadas. A cada data comemorativa, uma edição especial é lançada. Foi assim nos aniversários de 150 e 160 anos.</p>
<p><strong>Sucessão</strong></p>
<p>Num processo que Everardo define como &#8220;natural&#8221;, dos seus sete filhos, seis estão dentro do Grupo, compondo o que seria a quinta geração na empresa &#8211; o herdeiro mais novo tem apenas quatro anos de idade. Em tempos de modernização dos modelos de gestão, o empresário defende a presença familiar nos negócios. &#8220;O segredo de um negócio familiar é o comportamento do seu patriarca de preparar os filhos. Não basta ser parente, tem que ter competência. É preciso dar o exemplo, e os valores que eu transmito são disciplina, ética, determinação, coragem e qualidade&#8221;.</p>
<p>Para Everardo, a indicação ao Troféu Sereia de Ouro &#8220;tem um valor enorme&#8221;. &#8220;É um grande orgulho porque nós sabemos de sua importância pela seriedade e pelo que representa. Se uma determinada pessoa é escolhida, é porque tem-se certeza de que foi feito um estudo, uma pesquisa séria a respeito da sua capacidade e do seu comportamento moral&#8221;.</p>
<p><strong>Frase</strong><br />
&#8220;É um orgulho porque nós sabemos da importância do prêmio, pelo que ele representa&#8221;<br />
<strong>Everardo Telles</strong><br />
Empresário</p>
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		<title>Vocação para a causa pública</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Sep 2011 09:54:36 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Sereia de Ouro]]></category>
		<category><![CDATA[Valmir Campelo]]></category>

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		<description><![CDATA[Com uma rica trajetória no serviço público, o cearense Valmir Campelo, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), será agraciado na próxima sexta-feira com o Troféu Sereia de Ouro. Na ocasião, também serão homenageados o artista plástico Luiz Hermano, o empresário Everardo Telles e o jornalista Fernando César Mesquita
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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_755" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://hotsite.verdesmares.com.br/sereiadeouro/wp-content/uploads/2011/09/ministrovalmircampelo.jpg"><img class="size-full wp-image-755" title="ministrovalmircampelo" src="http://hotsite.verdesmares.com.br/sereiadeouro/wp-content/uploads/2011/09/ministrovalmircampelo.jpg" alt="Valmir Campelo, ministro do Tribunal de Contas da União: &quot;Não se pode julgar só pelo que está na Lei. Você tem que educar, fazer um trabalho pedagógico&quot;  Foto: A. CAPIBARIBE NETO" width="300" height="231" /></a><p class="wp-caption-text">Valmir Campelo, ministro do Tribunal de Contas da União: &quot;Não se pode julgar só pelo que está na Lei. Você tem que educar, fazer um trabalho pedagógico&quot;  Foto: A. CAPIBARIBE NETO</p></div>
<p>Com uma rica trajetória no serviço público, o cearense Valmir Campelo, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), será agraciado na próxima sexta-feira com o Troféu Sereia de Ouro. Na ocasião, também serão homenageados o artista plástico Luiz Hermano, o empresário Everardo Telles e o jornalista Fernando César Mesquita</p>
<p>A realidade do sertão conspirava contra o menino Antônio Valmir Campelo Bezerra. Ele nasceu em 1944, em Crateús, em uma família de 11 filhos. Os pais, o comerciante João Amaro Bezerra e a professora Raimunda Campelo Bezerra, criaram os filhos com amor, dedicação e muito esforço. Ainda assim, Valmir foi marcado pelo que presenciava em sua cidade. &#8220;Acompanhávamos o sofrimento dos mais pobres no período de seca. Eu via aquelas pessoas sobrevivendo à falta de água e de comida. Isso sempre mexeu comigo&#8221;, relembra.</p>
<p>A preocupação com o próximo despertou em Valmir Campelo a vocação pelo trabalho social. A vida difícil de seu povo, abatido pelas severas estiagens, ele viu estampada em outros lugares, por causas diversas. Estava escrito: o menino de Crateús dedicar-se-ia, por toda a vida, ao serviço público, sempre disposto a assumir novas funções e encarar desafios necessários. Subiria degrau por degrau no poder público e, mais tarde, seu esforço seria recompensado com o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União.</p>
<p>As oportunidades para desenvolver o talento de homem público lhe aguardavam em Brasília. Em 1962, suas irmã Maria Valdira foi aprovada em um concurso na Câmara dos Deputados. O pai condicionou a mudança da filha para a recém-criada capital federal à companhia de um de seus irmãos. Valmir a acompanhou e logo descobriu que, na cidade, abundavam as dificuldades e as oportunidades. Terminou os estudos em escola pública, prestou vestibular e foi aprovado, para o curso de Comunicação Social, na conceituada Universidade de Brasília (UnB).</p>
<p>&#8220;Sou jornalista por formação, mas, como já estava adiantado no serviço público, e precisava trabalhar, optei por não seguir a profissão&#8221;, explica o ministro. Ele e a irmã acalentavam o sonho de levar para a capital federal os pais e os irmãos. &#8220;Trouxemos todos, um a um. E por fim, meus pais, em 1968&#8243;, relembra Valmir Campelo.</p>
<p>Tão logo chegou na cidade, o jovem de Crateús ingressou no governo. &#8220;Entrei no serviço público em 1963. Exerci todas as funções que se possa imaginar dentro do governo. Trilhei cada degrau. Fui escriturário, encarregado de seção, chefe de seção, chefe de divisão, diretor administrativo, subsecretário e secretário do Distrito Federal, fui prefeito de três cidades próximas de Brasília, Braslândia, Gama e Taguatinga&#8221;, enumera o ministro Valmir Campelo.</p>
<p>O cearense ocupou os cargos de administrador municipal, nessas três cidades, entre 1971 e 1985. O sucesso como gestor público foi reconhecido nas urnas: foi o deputado federal mais votado na história de Brasília, exercendo o cargo entre 1987 e 1991; na sequência, foi eleito senador, venceu outros seis candidatos na disputa por uma única vaga. &#8220;Quando estava no Senado Federal, fui indicado para o Tribunal de Contas da União, uma instituição respeitada, com mais de 120 anos de história&#8221;.</p>
<p>A dedicação foi total. No TCU, foi ministro-corregedor, vice-presidente e presidente. &#8220;É uma vida muito agitada e muito intensa. A minha preocupação maior é com o julgamento. Antes de decidir, penso muito. Não se pode julgar só pelo que está na Lei, é preciso entender os contextos. Você tem que educar, fazer um trabalho pedagógico. O juiz faz o papel muito parecido com o dos pais. O bom pai não precisa bater para educar seu filho. A punição só pode ser dada na última instância&#8221;, ensina o ministro.</p>
<p><strong>O esporte e os livros</strong></p>
<p>Para um ministro do TCU, encontrar tempo livre não é tarefa fácil. &#8220;Com estes sistemas da internet, posso acessar os processos de qualquer lugar. Então, estou sempre trabalhando. Sempre fui assim. Quando era deputado, atendia até 100 pessoas por dia. Tinha fila na porta do gabinete. E, no fim do dia, eu saía de lá inteiro, porque amo o que faço&#8221;, conta Valmir Campelo.</p>
<p>Campelo, ainda assim, faz mágica com seu tempo. Afinal, apaixonado pela família como é, não a deixa de lado. &#8220;Sou casado, desde 1968, com Marizalva Ximenes Maia Bezerra, também nascida em Crateús. Temos três filhos excelentes, todos independentes e concursados, casados com três mulheres maravilhosas. Eles me deram quatro netos que amo muito&#8221;, conta o pai e avô dedicado.</p>
<p>O ministro é também um apaixonado pelo futebol. É um torcedor alvinegro &#8211; acompanha os lances do Ceará, do Vasco da Gama e do Santos. &#8220;Gosto muito do preto e branco. O único time que difere é o Gama, um alviverde, que ajudei a criar. Tanto que, na cidade, me homenagearam, dando o meu nome ao seu estádio de futebol. Em Braslândia, quando estava à frente da prefeitura, eu jogava no time da cidade. Sempre fui um apaixonado pelo esporte&#8221;, revela, recordando seus feitos de atleta e administrador.</p>
<p>De sua formação em Comunicação Social, o ministro Valmir Campelo manteve intacto o gosto por manter-se bem informado. Ele é um leitor voraz das notícias. Lê, diariamente, jornais, revistas, sites e blogs. Lamenta que o trabalho não lhe deixe tempo para conviver mais com os livros, uma de suas paixões desde a juventude. Tanto que, apesar dos muitos afazeres, ele nunca deixou a escrita de lado. É autor das obras &#8220;Deputado Valmir Campelo na Constituinte&#8221;, &#8220;Opinião &#8211; Política, Governo e Desenvolvimento Econômico&#8221;, &#8220;Plebiscito: Considerações de um Democrata&#8221;, &#8220;Homens, Feras e Prisões&#8221;, &#8220;Atividades Parlamentares &#8211; 1º Semestre de 1995&#8243;, &#8220;As Safenas da Economia&#8221; e &#8220;O Novo Tribunal de Contas &#8211; Órgão Protetor dos Direitos Fundamentais&#8221;.</p>
<p>Atualmente, ele trabalha em um novo projeto. É um livro em que suas memórias servem de fio condutor para retratar diferentes realidades sociais, econômicas e políticas que testemunhou. A obra ainda não tem data de lançamento.</p>
<p><strong>Homenagem</strong></p>
<p>Valmir Campelo ficou entusiasmado quando recebeu a notícia de que seria um dos agraciados com o Troféu Sereia de Ouro deste ano. &#8220;Receber a Sereia de Ouro é um marco na minha vida. Trata-se de uma das maiores homenagens do Ceará. Graças a Deus, recebi comendas nos postos mais altos do País, mas faltava esta. O troféu vem coroar minha carreira, o esforço da minha trajetória política, administrativa e pessoal. Sou muito grato à lembrança do Grupo Edson Queiroz e me sinto ainda mais feliz porque serei o orador dos homenageados deste ano&#8221;.</p>
<p><strong>Frase</strong></p>
<p>&#8220;O Troféu Sereia de Ouro vem coroar minha carreira, o esforço da minha trajetória&#8221;<br />
<strong> Valmir Campelo</strong><br />
Ministro do Tribunal de Contas das União</p>
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