Sereia de Ouro


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  • Melquíades Pinto Paiva

Melquíades Pinto Paiva tem mais de 50 anos dedicados à pesquisa científica. “Eu queria ser engenheiro, mas não tinha dinheiro para cursar Engenharia, por isso cursei Agronomia”, explica este cearense, filho de Lavras da Mangabeira. Na Escola de Agronomia, no final dos anos 40, já era um aluno exemplar. E, logo depois da colação de grau, recebeu o convite para ser professor assistente do Curso. Na UFC, começou a recrutar estudantes para suas pesquisas.

Na década de 60, depois de muitos esforços, Melquíades tornou realidade a pesquisa no Ceará, especificamente no terreno das ciências naturais ao criar o Instituto de Ciências do Mar, Labomar. “Fui até chamado de louco, na época, porque insistia em concretizar este tipo de pesquisa no Estado”, brinca. E assim Melquíades foi construindo uma trajetória profissional de sucesso, consolidando, em pouco tempo, uma carreira respeitada no Brasil e exterior.

Fez seu doutorado em Ciências pelo Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, nos anos 70. No mesmo período, foi representante oficial do Brasil em 19 missões diplomáticas e vice-presidente da Comissão Internacional para a Conservação dos Atuns do Atlântico. Ele destaca, como um dos momentos especiais de sua trajetória, seu trabalho na elaboração da III Conferência das Nações Unidas sobre os Direitos do Mar, o que gerou a nova Lei do Mar. “Eu era o assessor científico da ONU”, orgulha-se.

O nome de Melquíades Pinto Paiva está entre os 2000 cientistas do Século XX, selecionados pelo Internacional Biographical Centre, de Cambridge, Inglaterra. “A Sereia de Ouro é um novo reconhecimento entre tantos outros a que sou grato.”



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