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Cirurgião salva vidas e ensina a técnica

medicoO médico José Huygens Parente Garcia é um dos agraciados com o Troféu Sereia de Ouro. A biofarmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes, o arquiteto José Liberal de Castro e o ministro do STM José Coêlho Ferreira também recebem a comenda, na sexta-feira (29), no Theatro José de Alencar

Se hoje o Ceará é uma das referências no serviço público de transplantes de fígado, para todo o Brasil, a trajetória do Dr. José Huygens Parente Garcia e seus 34 anos dedicados à Medicina foram fundamentais para a história acontecer. Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Ceará (UFC), e doutor em Farmacologia pela mesma instituição, Huygens tornou-se uma referência nacional no transplante de fígado. “Hoje, não existe no País algo tão democrático, tão isento de qualquer influência política, econômica ou financeira do que os transplantes de órgãos, de uma maneira geral”, situa o médico.
Dr. Huygens explica que os médicos só trabalham sabendo quem vai receber um novo fígado, por exemplo, na hora da cirurgia. Ele observa sobre o tempo que os pacientes precisam esperar na fila dos transplantes (variando a gravidade de cada caso) e comenta o destaque do Ceará na área.
“O destaque é bom pelo lado da projeção do Estado no serviço. Hoje, 60% dos pacientes vêm de outros estados do Brasil. Natal (RN) é bem mais perto do Recife (PE), mas eles (os potiguares) têm vindo pra Fortaleza. E ainda há as pessoas da região Norte que antes iam para São Paulo, e agora vêm para o Ceará também”, detalha Huygens, ponderando que, com essa demanda, aumenta a necessidade de haver mais doações de órgãos.
Esperança
Sobre a espera dos pacientes, Huygens não hesita em chamar a fila do transplante de fígado como a “fila da agonia”. “Uma fila de córnea, às vezes, fica praticamente zerada. No rim, tem muita gente, mas você tem o tratamento de hemodiálise também. Com o fígado, não há opção, fora o transplante, além da própria morte. É uma situação muito delicada”, expõe o médico.
O primeiro transplante de fígado feito, com sucesso, no Ceará completou 15 anos, no último dia 18 de maio. Dr. Huygens comemora o fato de o serviço ter alcançado outras marcas importantes neste período: de 2013 até 2015, o Estado realizou o maior número de transplantes do tipo em toda a América do Sul. Até o momento, o médico contabiliza mais de 1,4 mil procedimentos realizados, sempre com sua presença na chefia da equipe.
Universidade
Dr. Huygens se divide entre os procedimentos cirúrgicos no Hospital Universitário Walter Cantídio, Instituto Dr. José Frota e São Carlos. Para além da prática da cirurgia, ele leciona como professor titular do Departamento de Cirurgia da UFC.
“Na época da graduação ainda (1978-83), fui monitor de ensino, e desde o começo eu sabia que queria fazer cirurgia. Em 94, fiz concurso para professor, depois do mestrado. Hoje dou aula na graduação, na pós-graduação, tenho orientandos. E uma produção científica muito intensa”, sintetiza Huygens.
O médico observa que o ensino complementa sua atuação nos hospitais. Se revela satisfeito em transmitir conhecimentos, e em ter, ele mesmo, de estudar para se reciclar e orientar os alunos. “Me dedicando só à atuação médica, minha vida seria melhor economicamente, mas eu não teria a experiência da universidade. É uma simbiose: ensinando, a gente aprende também”, reconhece Huygens.
Trajetória
Dr. Huygens escolheu concorrer ao vestibular para Medicina em 1976, ainda que soubesse da concorrência acirrada por uma vaga no curso da UFC, o único do Estado naquele tempo. Natural do município do Crato, região do Cariri (CE), ele passou pelo Colégio Diocesano. Em uma gincana da escola, soube responder várias questões sobre biologia e foi entrevistado por um radialista que perguntou o que ele pretendia fazer com tanto conhecimento na área. “Então, já adolescente, com 16, 17 anos, decidi que seria médico”, pontua.
Huygens continuou decidido, já dentro da faculdade. No primeiro dia de aula, ele conta (”estudando Anatomia”), já vislumbrou que queria trabalhar como cirurgião. “O que digo para os meus alunos, hoje em dia, é que é necessário ter uma grande formação de clínica geral. Cirurgia não é só ‘cortar’. Operar, depois que você já operou 10 anos, todo mundo opera. Mas para indicar bem uma cirurgia, só tendo a formação clínica”, orienta o médico.
Com apoio de casa para que pudesse dar conta de uma trajetória intensa na Medicina, Huygens é casado com a médica nefrologista Regina Célia Ferreira Gomes Garcia desde 1986. O casal teve cinco filhas. Divididas entre o Ceará, Minas Gerais e São Paulo, elas seguiram carreira em Medicina e também em outras áreas, como a Arquitetura e Relações Internacionais.
Troféu
Dr. José Huygens comenta a surpresa e a honra por receber esta homenagem. “Receber o Troféu Sereia de Ouro tem um significado emblemático, por reconhecer que eu, como médico, esteja prestando um serviço correto à sociedade, para a população. Não somente aos que têm mais recursos financeiros, mas principalmente para o Sistema Único de Saúde (SUS). Além de ter a alegria de contribuir para a formação de centenas de alunos, dezenas de cirurgiões”, detalha o médico.
Receber o Troféu Sereia de Ouro tem um significado emblemático, por reconhecer que eu, como médico, esteja prestando um serviço correto à sociedade, para a população”.

Se hoje o Ceará é uma das referências no serviço público de transplantes de fígado, para todo o Brasil, a trajetória do Dr. José Huygens Parente Garcia e seus 34 anos dedicados à Medicina foram fundamentais para a história acontecer. Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Ceará (UFC), e doutor em Farmacologia pela mesma instituição, Huygens tornou-se uma referência nacional no transplante de fígado. “Hoje, não existe no País algo tão democrático, tão isento de qualquer influência política, econômica ou financeira do que os transplantes de órgãos, de uma maneira geral”, situa o médico.

Dr. Huygens explica que os médicos só trabalham sabendo quem vai receber um novo fígado, por exemplo, na hora da cirurgia. Ele observa sobre o tempo que os pacientes precisam esperar na fila dos transplantes (variando a gravidade de cada caso) e comenta o destaque do Ceará na área.

“O destaque é bom pelo lado da projeção do Estado no serviço. Hoje, 60% dos pacientes vêm de outros estados do Brasil. Natal (RN) é bem mais perto do Recife (PE), mas eles (os potiguares) têm vindo pra Fortaleza. E ainda há as pessoas da região Norte que antes iam para São Paulo, e agora vêm para o Ceará também”, detalha Huygens, ponderando que, com essa demanda, aumenta a necessidade de haver mais doações de órgãos.

Esperança

Sobre a espera dos pacientes, Huygens não hesita em chamar a fila do transplante de fígado como a “fila da agonia”. “Uma fila de córnea, às vezes, fica praticamente zerada. No rim, tem muita gente, mas você tem o tratamento de hemodiálise também. Com o fígado, não há opção, fora o transplante, além da própria morte. É uma situação muito delicada”, expõe o médico.

O primeiro transplante de fígado feito, com sucesso, no Ceará completou 15 anos, no último dia 18 de maio. Dr. Huygens comemora o fato de o serviço ter alcançado outras marcas importantes neste período: de 2013 até 2015, o Estado realizou o maior número de transplantes do tipo em toda a América do Sul. Até o momento, o médico contabiliza mais de 1,4 mil procedimentos realizados, sempre com sua presença na chefia da equipe.

Universidade

Dr. Huygens se divide entre os procedimentos cirúrgicos no Hospital Universitário Walter Cantídio, Instituto Dr. José Frota e São Carlos. Para além da prática da cirurgia, ele leciona como professor titular do Departamento de Cirurgia da UFC.

“Na época da graduação ainda (1978-83), fui monitor de ensino, e desde o começo eu sabia que queria fazer cirurgia. Em 94, fiz concurso para professor, depois do mestrado. Hoje dou aula na graduação, na pós-graduação, tenho orientandos. E uma produção científica muito intensa”, sintetiza Huygens.

O médico observa que o ensino complementa sua atuação nos hospitais. Se revela satisfeito em transmitir conhecimentos, e em ter, ele mesmo, de estudar para se reciclar e orientar os alunos. “Me dedicando só à atuação médica, minha vida seria melhor economicamente, mas eu não teria a experiência da universidade. É uma simbiose: ensinando, a gente aprende também”, reconhece Huygens.

Trajetória

Dr. Huygens escolheu concorrer ao vestibular para Medicina em 1976, ainda que soubesse da concorrência acirrada por uma vaga no curso da UFC, o único do Estado naquele tempo. Natural do município do Crato, região do Cariri (CE), ele passou pelo Colégio Diocesano. Em uma gincana da escola, soube responder várias questões sobre biologia e foi entrevistado por um radialista que perguntou o que ele pretendia fazer com tanto conhecimento na área. “Então, já adolescente, com 16, 17 anos, decidi que seria médico”, pontua.

Huygens continuou decidido, já dentro da faculdade. No primeiro dia de aula, ele conta (”estudando Anatomia”), já vislumbrou que queria trabalhar como cirurgião. “O que digo para os meus alunos, hoje em dia, é que é necessário ter uma grande formação de clínica geral. Cirurgia não é só ‘cortar’. Operar, depois que você já operou 10 anos, todo mundo opera. Mas para indicar bem uma cirurgia, só tendo a formação clínica”, orienta o médico.

Com apoio de casa para que pudesse dar conta de uma trajetória intensa na Medicina, Huygens é casado com a médica nefrologista Regina Célia Ferreira Gomes Garcia desde 1986. O casal teve cinco filhas. Divididas entre o Ceará, Minas Gerais e São Paulo, elas seguiram carreira em Medicina e também em outras áreas, como a Arquitetura e Relações Internacionais.

Troféu

Dr. José Huygens comenta a surpresa e a honra por receber esta homenagem. “Receber o Troféu Sereia de Ouro tem um significado emblemático, por reconhecer que eu, como médico, esteja prestando um serviço correto à sociedade, para a população. Não somente aos que têm mais recursos financeiros, mas principalmente para o Sistema Único de Saúde (SUS). Além de ter a alegria de contribuir para a formação de centenas de alunos, dezenas de cirurgiões”, detalha o médico.



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