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Dedicação à universidade e à gestão educacional

Jesualdo Pereira Farias, secretário de Educação Superior do Ministério da Educação FOTO: Fabiane de Paula

Jesualdo Pereira Farias, secretário de Educação Superior do Ministério da Educação FOTO: Fabiane de Paula

O professor Jesualdo Pereira Farias será um dos homenageados com o 45º Troféu Sereia de Ouro. Além dele, receberão a comenda o engenheiro Cid Ferreira Gomes, o médico Elias Geovani Boutala Salomão e a médica Lúcia Maria Alcântara de Albuquerque

Quando se mudou de Juazeiro do Norte para Fortaleza, em 1974, o então estudante
secundarista Jesualdo Pereira Farias tinha apenas uma certeza: a educação seria o
caminho para sua realização pessoal. Quatro décadas depois, ele se distingue como
renomado especialista da área educacional, reconhecido para além do Ceará. Sua
atuação como gestor universitário o levou a ser convidado para integrar a equipe do
Ministério da Educação (MEC), no qual ocupa o cargo de secretário de Educação
Superior, responsável por conduzir a Política Nacional de Educação Superior.
Jesualdo Farias nasceu em Juazeiro do Norte e lá passou sua infância e adolescência.
Filho dos comerciantes Geraldo Farias e Zuleica Pereira, ele recorda que, apesar do
pouco estudo, os pais sempre se dedicaram para que os filhos recebessem a melhor
educação possível. “Meus dois pais ficaram órfãos ainda jovens e precisaram
trabalhar cedo para sobreviver. Não tiveram a oportunidade de estudar, mas foram
rigorosos com os filhos, para que todos tivessem essa oportunidade. Nunca mediram
esforços para que nós estudássemos”, relembra.
Em 1978, Jesualdo Farias ingressou no curso de Engenharia Mecânica, da
Universidade de Fortaleza (Unifor), graduando­se entre os primeiros alunos da turma e
sendo contemplado, em 1982, com bolsa de estudos para um curso de mestrado da
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “Aquilo foi extraordinário e
determinante para mim. A universidade concedeu uma bolsa pelo desempenho que
tive”, recorda.
Ensino
Quando retornou a Fortaleza, em 1985, Jesualdo assumiu posto de engenheiro do
Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará (Nutec) e tornou­se professor da Unifor.
Começava sua carreira como educador. “Eram duas missões possíveis: ser professor
ou ser engenheiro. Foram três anos de muito aprendizado e praticamente decidi ali o
rumo profissional que tomaria”, explica.
Os anos seguintes foram marcados por temporadas de estudos de especialização fora
do Brasil. Foi o único brasileiro selecionado pela Japan Internacional Cooperation
Agency com uma bolsa de estudos para o curso de especialização em metalúrgica
física no Municipal Industrial Research Institute, na cidade de Nagoia. Ganhou também
uma bolsa do programa Partners of the Americas para fazer estágio na University of
New Hampshire, nos EUA.
“O ano de 1987 foi extraordinário na minha vida. Inesquecível por todas essas
conquistas”, destaca Jesualdo. De volta ao País, ele se casou com a estilista Helana
23/09/2015 Dedicação à universidade e à gestão educacional ­ Caderno 3 ­ Diário do Nordeste
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Monteiro Farias (com quem teve a filha Nekita no fim daquele ano) e passou a integrar
o corpo docente do curso de Engenharia Mecânica da Universidade Federal do Ceará
(UFC).
Na universidade, montou o Laboratório de Engenharia de Soldagem (Engesolda) ­
hoje referência no País, desenvolvendo pesquisa de ponta e contando com
infraestrutura de última geração ­ e chefiou o departamento de seu curso. Em 1999, foi
eleito vice­diretor do Centro de Tecnologia, em chapa composta com o professor
Ernesto Pitombeira. “Fiquei oito anos trabalhando com o professor Ernesto. Eu diria
que foi a pessoa que me conduziu para a parte administrativa da universidade. Me
encontrei na gestão, sem abandonar a parte acadêmica”, narra.
Jesualdo foi eleito vice­reitor, ao lado do reitor Ícaro Moreira, que faleceu apenas 10
meses após o pleito. Assumiu interinamente a reitoria, para, em seguida, ter o nome
ratificado como reitor, em novo pleito. “Foi este o momento mais difícil dos sete anos
que fiquei na reitoria. A universidade perdeu um de seus melhores cientistas, além de
uma grande liderança”, afirma.
À frente da UFC, o educador encampou desafios ousados: expandir a universidade,
levando o ensino superior às principais macrorregiões do Estado, e investir em
políticas de inclusão social. “Aumentamos substancialmente a quantidade de
estudantes que vinham da escola pública na UFC. Isso foi uma vitória extraordinária”,
avalia.
Durante sua gestão como reitor foram criados campus em Quixadá, Crateús, Russas,
além da implantação de duas universidades federais, uma em Redenção
(Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro­Brasileira ­ Unilab), outra
na Região do Cariri (Universidade Federal do Cariri ­ UFCA). “Hoje, se nós olharmos o
mapa do Ceará, você vai ver presença de universidade federal no sul, no sertão
central, no leste e no oeste. A partir daí, por capilaridade você chega em qualquer
lugar”, destaca. A excelência de sua gestão o levou ao Ministério da Educação.
Comenda
Jesualdo Farias vê a homenagem do Troféu Sereia de Ouro 2015 como um
“reconhecimento coletivo”, a todos que acreditaram em seu trabalho. O educador
lembrou que a comenda tem um significado especial, também, pelo lugar que ocupa a
Universidade de Fortaleza (Unifor) em sua trajetória. “Devo muito a essa universidade
e a seus professores. Receber a Sereia de Ouro me remete à formação que tive lá.
Minha vida é ensinar e aprender, e eu agradeço tudo o que sou à minha família e aos
23/09/2015 Dedicação à universidade e à gestão educacional ­ Caderno 3 ­ Diário do Nordeste
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meus mestres”, encerra.

Quando se mudou de Juazeiro do Norte para Fortaleza, em 1974, o então estudante secundarista Jesualdo Pereira Farias tinha apenas uma certeza: a educação seria o caminho para sua realização pessoal. Quatro décadas depois, ele se distingue como renomado especialista da área educacional, reconhecido para além do Ceará. Sua atuação como gestor universitário o levou a ser convidado para integrar a equipe do Ministério da Educação (MEC), no qual ocupa o cargo de secretário de Educação Superior, responsável por conduzir a Política Nacional de Educação Superior.

Jesualdo Farias nasceu em Juazeiro do Norte e lá passou sua infância e adolescência. Filho dos comerciantes Geraldo Farias e Zuleica Pereira, ele recorda que, apesar do pouco estudo, os pais sempre se dedicaram para que os filhos recebessem a melhor educação possível. “Meus dois pais ficaram órfãos ainda jovens e precisaram trabalhar cedo para sobreviver. Não tiveram a oportunidade de estudar, mas foram rigorosos com os filhos, para que todos tivessem essa oportunidade. Nunca mediram esforços para que nós estudássemos”, relembra.

Em 1978, Jesualdo Farias ingressou no curso de Engenharia Mecânica, da Universidade de Fortaleza (Unifor), graduando­se entre os primeiros alunos da turma e sendo contemplado, em 1982, com bolsa de estudos para um curso de mestrado da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “Aquilo foi extraordinário e determinante para mim. A universidade concedeu uma bolsa pelo desempenho que tive”, recorda.

Ensino

Quando retornou a Fortaleza, em 1985, Jesualdo assumiu posto de engenheiro do Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará (Nutec) e tornou­se professor da Unifor. Começava sua carreira como educador. “Eram duas missões possíveis: ser professor ou ser engenheiro. Foram três anos de muito aprendizado e praticamente decidi ali o rumo profissional que tomaria”, explica.

Os anos seguintes foram marcados por temporadas de estudos de especialização fora do Brasil. Foi o único brasileiro selecionado pela Japan Internacional Cooperation Agency com uma bolsa de estudos para o curso de especialização em metalúrgica física no Municipal Industrial Research Institute, na cidade de Nagoia. Ganhou também uma bolsa do programa Partners of the Americas para fazer estágio na University of New Hampshire, nos EUA.

“O ano de 1987 foi extraordinário na minha vida. Inesquecível por todas essas conquistas”, destaca Jesualdo. De volta ao País, ele se casou com a estilista Helana Monteiro Farias (com quem teve a filha Nekita no fim daquele ano) e passou a integrar o corpo docente do curso de Engenharia Mecânica da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Na universidade, montou o Laboratório de Engenharia de Soldagem (Engesolda) ­hoje referência no País, desenvolvendo pesquisa de ponta e contando com infraestrutura de última geração ­ e chefiou o departamento de seu curso. Em 1999, foi eleito vice­diretor do Centro de Tecnologia, em chapa composta com o professor Ernesto Pitombeira. “Fiquei oito anos trabalhando com o professor Ernesto. Eu diria que foi a pessoa que me conduziu para a parte administrativa da universidade. Me encontrei na gestão, sem abandonar a parte acadêmica”, narra.

Jesualdo foi eleito vice­reitor, ao lado do reitor Ícaro Moreira, que faleceu apenas 10 meses após o pleito. Assumiu interinamente a reitoria, para, em seguida, ter o nome ratificado como reitor, em novo pleito. “Foi este o momento mais difícil dos sete anos que fiquei na reitoria. A universidade perdeu um de seus melhores cientistas, além de uma grande liderança”, afirma.

À frente da UFC, o educador encampou desafios ousados: expandir a universidade, levando o ensino superior às principais macrorregiões do Estado, e investir em políticas de inclusão social. “Aumentamos substancialmente a quantidade de estudantes que vinham da escola pública na UFC. Isso foi uma vitória extraordinária”, avalia.

Durante sua gestão como reitor foram criados campus em Quixadá, Crateús, Russas, além da implantação de duas universidades federais, uma em Redenção (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro­Brasileira ­ Unilab), outra na Região do Cariri (Universidade Federal do Cariri ­ UFCA). “Hoje, se nós olharmos o mapa do Ceará, você vai ver presença de universidade federal no sul, no sertão central, no leste e no oeste. A partir daí, por capilaridade você chega em qualquer lugar”, destaca. A excelência de sua gestão o levou ao Ministério da Educação.

Comenda

Jesualdo Farias vê a homenagem do Troféu Sereia de Ouro 2015 como um “reconhecimento coletivo”, a todos que acreditaram em seu trabalho. O educador lembrou que a comenda tem um significado especial, também, pelo lugar que ocupa a Universidade de Fortaleza (Unifor) em sua trajetória. “Devo muito a essa universidade e a seus professores. Receber a Sereia de Ouro me remete à formação que tive lá. Minha vida é ensinar e aprender, e eu agradeço tudo o que sou à minha família e aos meus mestres”, encerra.



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