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Liderança e dedicação à vida empresarial

O empresário Roberto Macêdo: figura-chave no desenvolvimento do Estado. Crédito: Fabiane de Paula

O empresário Roberto Macêdo: figura-chave no desenvolvimento do Estado. Crédito: Fabiane de Paula

O empresário Roberto Proença de Macêdo será um dos homenageados com o 44º Troféu Sereia de Ouro. Além dele, receberão a comenda o jurista Hugo de Brito Machado, a médica Glaura Férrer Dias Martins e o engenheiro José Ramos Torres de Melo Filho

Aos 70 anos, o empresário Roberto Proença de Macêdo ocupa um lugar de destaque na história do desenvolvimento econômico do Ceará. À frente de um dos maiores grupos empresariais do País, ele guarda vivas as lições que recebeu do pai, o industrial José Dias de Macêdo, que criou o Grupo J. Macêdo há 75 anos. A principal delas era a de disposição e dedicação ao trabalho. “Meu pai sempre dizia ‘enquanto descansa, carregue as pedras’”, ilustra.

O peso da responsabilidade, contudo, parecia menor para quem descobriu a vocação aos negócios ainda cedo. “Nas férias, eu ficava no escritório só para observar como meu pai resolvia os problemas, atendia as pessoas, recebia os clientes e encaminhava as soluções. Desde cedo, eu já me via atuando no meio empresarial”, relembra. “Minha escola foi a empresa. A minha vida foi dentro dela”, resume o empresário.

O gosto natural pelo trabalho faz Roberto Macêdo pôr em prática tudo que aprendeu nas empresas do grupo, que atuam em segmentos, como alimentos, agroindústria e eletromecânica. Sob a sua responsabilidade, estão marcas de destaque nacional, como Dona Benta, Petybon e Hidracor. Não bastasse o trabalho no grupo, o empresário fez questão de incluir em sua agenda ações que traduzem seu compromisso com o setor.

Roberto Macêdo está concluindo dois mandatos na presidência da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). Atualmente, é vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria, além de membro do Fórum Nacional da Indústria, do Conselho Deliberativo do Sebrae-CE e do Conselho de Desenvolvimento Econômico do Ceará. O empresário também dedica seu tempo a entidades que trabalham na recuperação de dependentes químicos e na preservação do meio ambiente no Ceará.

Vida

Dos oito filhos de José Dias de Macêdo e Maria Proença de Macêdo, Roberto e o irmão, Amarílio foram aqueles que assumiram a gestão dos negócios da família. Antes, lembra o empresário, foi necessário anos de muito estudo, sacrifícios e trabalho árduo. Aos 19 anos, se casou com Tânia Rocha Lima de Macêdo – com quem tem quatro filhos: Melissa, Roberto Júnior, Natasha e Rodrigo. “Quando fiz vestibular, já era casado e vivia com meus pais. Em 1963, tive minha filha mais velha. Como era estudante, não tinha como me sustentar, mas isso me deu mais responsabilidade. Busquei logo sair daquela condição o mais rápido possível”, lembra.

Vem daquela época o gosto de Roberto Macêdo pela agenda cheia de compromissos. “Eu cursava Engenharia Mecânica na Universidade Federal do Ceará, de manhã, e Economia à noite, e ainda trabalhava à tarde. Cuidava bem da minha família e, no fim de semana, estudava para valer”, conta, sobre a rotina. Quando se formou, em 1970, o empresário – que já atuava no grupo – recebeu a primeira grande missão de sua carreira: implantar, na Bahia, a Fábrica de Pneus Tropical, até então o maior investimento do grupo empresarial. O projeto exigiu que o empresário se fixasse em Salvador, onde ficou até 1979, quando retornou com a família ao Ceará.

De volta, Roberto Macêdo dividia com o irmão a atuação em ramos diferentes do grupo. “Meu pai, já em 1967, tomou atitude de encaminhar a sucessão. Está desde aquele tempo preparando a família para sucessão dentro do grupo”.

“Ele sempre teve espírito empreendedor à flor da pele. Era muito arrojado e não queria fazer o que os outros já faziam. Procurou crescer nos negócios preenchendo lacunas. Fundou o primeiro moinho de trigo, a primeira fábrica de transformadores, a primeira de cerveja, a Astra. O grupo cresceu e cresce atento às oportunidades, seguindo o espírito pioneiro dele”, diz, demonstrando a admiração que cultiva pela figura paterna.

Em 2006, com mais de 40 anos de atuação empresarial, Roberto Macêdo recebeu um novo, e grande, desafio: reunificar a Federação das Indústrias do Ceará (Fiec). Foi eleito – e reeleito, em 2010 – presidente da entidade. “Eu fui levado ao cargo pela situação crítica que o setor industrial daqui vivia à época. Até meu pai, que sempre deixou a gente escolher os nossos caminhos, interferiu diretamente nesse processo. Ele disse: ‘Roberto, aceite o desafio. Estão precisando de você para reunificar a Federação’”, lembra. “Antes eram 45 associados. Termino a minha gestão com 300. Os empresários foram à Fiec porque passaram a acreditar na instituição”, conta.

Comenda

Roberto Macêdo sentiu-se um privilegiado quando recebeu a notícia de que seria um dos homenageados do Troféu Sereia de Ouro. “É uma comenda para se guardar em uma cristaleira, sob sete chaves. Não pelo seu peso material, mas por aquilo que o troféu realmente representa. A Sereia de Ouro é o principal tributo ao reconhecimento que existe no nosso meio empresarial, cultural e social, dedicado àquelas pessoas que têm se projetado no Estado e fora dele”, declara. Segundo o empresário, a honra é ainda maior por juntá-lo a uma galeria de notáveis que inclui o próprio pai, José Dias de Macêdo, um dos homenageados da edição de 1976.



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