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Saúde pública e formação de médicos como missões

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Dr. Elias Geovani Boutala Salomão: cinco décadas dedicadas à medicina FOTO: Fabiane de Paula

Aos 79 anos, Elias Geovani Boutala Salomão mantém o mesmo entusiasmo pela medicina de quando escolheu seguir a profissão. Em cinco décadas de atividades, tornou-se um mestre na área, ajudando a formar novas gerações de médicos; manteve-se atualizado com cursos de especialização e aperfeiçoamento e ocupou cargos de gestão na universidade e no Estado.

Natural do Crato, é filho do comerciante libanês Elias Kalil Salomão e da maranhense Júlia Boutala Salomão. Da família, recebeu o apoio para seguir sua vocação. “A vontade de ser médico era muito grande, porque mesmo menino a gente convivia com muita pobreza, e eu tinha muita dó, como ainda hoje tenho. Aquilo me chamou atenção para que alguém fizesse alguma coisa por essas pessoas que precisam de ajuda. E procuro seguir à risca essa ideia”, explica.

Dr. Elias Salomão formou-se na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), em 1962. Depois de uma pós-graduação, com residência em clínica médica, no Hospital das Clínicas, tornou-se professor da mesma instituição. O convite, conta Dr. Elias, veio do médico Waldemar de Alcântara, à época diretor da Faculdade. E seria o primeiro de muitos outros que o profissional receberia durante sua trajetória entre a saúde e a educação.

Entre 1983 a agosto de 1986, foi Secretário da Saúde do Estado. Entre as ações que destaca do período de sua gestão, está a revitalização do Hemoce. “Quando assumi a Secretaria, o Hemoce era considerado um elefante branco. Existia um prédio cheio de funcionários, sem que nada fosse realizado. Fui ao Ministério da Saúde conversar com o ministro, na época era Waldyr Arcorverde, e eu expus que queria colocar o equipamento em funcionamento. E assim o fiz”, relembra.

No serviço público, Dr. Elias Salomão também foi médico do Departamento Estadual de Saúde e do Instituto Nacional de Previdência Social, dirigiu como substituto o Hospital Geral de Fortaleza e sua Divisão Médica Assistencial e chefiou o Serviço de Recuperação e Terapia Intensiva. Também atuou como chefe do serviço de clínica médica do Hospital de Saúde Mental e do serviço de residência do Hospital das Clínicas.

Universidade

O médico revela ter um carinho especial pela vida acadêmica. “A coisa mais fantástica que me aconteceu foi minha vida de professor. Eu não era só um professor, era um conselheiro para todos os casos que os alunos precisassem de mim. E a minha vivência com eles foi extraordinária. Aprendi muita coisa, até mais do que ensinei. Nunca exigi deles que subissem até a minha idade. Sempre desci até a idade deles para compreendê-los melhor”, relembra.

Com essa postura, ele desempenhou a atividade por 37 anos, aposentando-se em 2002. Na Faculdade de Medicina da UFC, passou por praticamente todas as funções: estudante, chefe e secretário de departamento, coordenador, vice-diretor e até mesmo diretor. Salomão integrou os grupos de implantação dos cursos de medicina nos municípios de Barbalha e Sobral. Membro da Academia Cearense de Medicina, recebeu vários títulos como o Prêmio Mérito Médico concedido pelo Centro de Ciências de Saúde da Universidade de Fortaleza; o diploma pela Midwestern University of Chicago, pela contribuição educacional aos estudantes de medicina; diploma pelo American College of Phisicians e pela American Society of Internal Medicine, pela participação no Programa de Autoavaliação do Conhecimento Médico.

Projetos

Mesmo afastado da Universidade, o médico-professor vai pelo menos duas vezes por semana à Faculdade de Medicina. Às terças e quintas, ele também atende em seu consultório clientes antigos, que fazem questão de se consultar com o “Doutor Elias”. Pai de quatro filhos – a dentista Júlia, a comunicadora Juliana, o administrador de empresas Giovanni e a mais nova, Janine, que trabalha com turismo no Canadá -, Elias projeta nos filhos as próximas realizações. “Ninguém diz que está realizado na vida, porque nunca nos realizamos por completo. Eu continuo sempre atrás de alguma coisa. Hoje, essa ‘coisa’ é uma extensão, é mais a realização dos filhos do que a minha mesmo”, admite.

Comenda

Para o Dr. Elias Salomão, receber o Troféu Sereia de Ouro é uma forma de ver coroada a sua trajetória profissional. “Trata-se de uma comenda muito importante, primeiro porque o critério da escolha é muito rígido. Além disso, a amizade que me une a dona Yolanda Queiroz é muito antiga e fico muito honrado de receber esse troféu de uma das empresas de sua família. Quando recebi a notícia, pensei: isso representa algo – que eu devo ter cumprido bem meu papel na comunidade”, afirma.



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