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Um mestre da arquitetura e guardião do patrimônio

joseliberaldecastroO arquiteto José Liberal de Castro é um dos agraciados com o Troféu Sereia de Ouro. A biofarmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes, o médico José Huygens Parente Garcia e o ministro do STM José Coêlho Ferreira também recebem a comenda, na sexta-feira (29), no Theatro José de Alencar

José Liberal de Castro nasceu em Fortaleza, no ano 1926. Filho de José Martins de Castro e Matilde Liberal de Castro, ele deixou sua cidade para se formar arquiteto no Rio de Janeiro. A ligação com sua terra é forte e, ao retornar, Liberal de Castro passou a escrever uma história profissional que se confunde com a própria arquitetura do Ceará. Isso se deu não apenas ao projetar prédios que ajudaram a transformar as feições da cidade, como o Estádio Governador Plácido Castelo, mas também ao fazer uma imersão na história de nosso patrimônio.
A marca de Liberal de Castro está presente tanto nos prédios e construções que projetou, como no trabalho das novas gerações de arquitetos que ajudou a formar. Profissionais como Fausto Nilo foram seus alunos e reconhecem a dívida para com o mestre. Em 1964, participou da instalação da Escola de Arquitetura da Universidade Federal do Ceará. Atuou em sala de aula, desenvolveu pesquisas e orientou estudantes até se aposentar do atual Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFC. Sua presença, contudo, ainda pode ser sentida no campus, que costuma visitar. A biblioteca do Departamento foi batizada com o seu nome.
Formação
Liberal de Castro conhece a Fortaleza do passado e do presente. Professoral, ele fala em detalhes de suas transformações e do significado de algumas construções da cidade. Contudo, a paixão pela arquitetura não foi despertada apenas pelas andanças por suas ruas. Foi também nos livros que ele descobriu a sua vocação. “Ganhei uns livros que eram espécie de álbuns de geografia. Eu olhava e gostava muito daquilo. Ficava desenhando aqueles mapas, aquelas fotografias, aquelas coisas todas e gostava bastante”, relembra.
Decidido a seguir carreira numa área que, então, não dispunha de cursos de formação universitária no Ceará, Liberal de Castro decidiu partir para o Rio de Janeiro. “Todo mundo queria ir para o Rio. Então, era natural que eu também quisesse ir. O Rio era uma metrópole, fantástica, que atraía todas as pessoas”, conta Liberal. Ele estudou na Faculdade Nacional de Arquitetura da Universidade do Brasil.
O retorno ao Ceará se deu na década seguinte. Liberal de Castro foi convidado para lecionar a disciplina “Desenho de Observação” na Escola de Engenharia da UFC. Aqui, também passou a atuar profissionalmente como arquiteto – atividade que Liberal de Castro ainda desempenha, 60 anos depois de seu retorno ao Ceará.
Liberal de Castro teve uma longa vivência acadêmica na UFC, instituição da qual é professor emérito. Ajudou a instalar a Escola de Arquitetura, em 1964, e foi professor da universidade de 1981. Tornou-se livre-docente em 1981, por concurso público que levou em consideração provas, títulos e uma tese, “Notas relativas à Arquitetura Antiga no Ceará”.
“Quando a pessoa ensina uma coisa, ela realmente está transmitindo aquilo, quando ela faz a entrega intelectual, e essa entrega intelectual tem muita reprodução. Daquela pessoa que aprendeu vai pra outra e desta pra outra. Eu venho, faço a minha parte e depois passo pros outros. Eu dizia para os alunos em sala de aula: se vocês não me superarem, eu fracassei”, ensina.
Professor de história da Arquitetura, da Arte, das Formas Urbanas, Liberal de Castro ocupou posições de destaque no Instituto de Arquitetos do Brasil (que ajudou a fundar, em 1957); e no Comitê Brasileiro de História da Arte; no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (onde integrou o conselho consultivo). É sócio efetivo do Instituto do Ceará (Histórico, Geográfico e Antropológico), desde 1991.
Referência
Arquiteto do antigo Departamento de Obras e Projetos da UFC, Liberal de Castro integrou equipes que projetaram alguns prédios importantes da instituição, como a Pró-Reitoria de Extensão (antigo Departamento de Cultura, em 1961) e Imprensa Universitária (1967).
Projetou ainda algumas residências e prédios imponentes, como o Palácio Progresso (1964-1969) – o primeiro edifício de escritórios de porte da cidade, com filiação à escola carioca; e o Instituto de Hemoterapia do Ceará (Hemoce, 1972). Seu trabalho mais famoso foi o do Estádio Castelão (1969), projetado com uma equipe de colegas.
Liberal ainda contribuiu para a preservação de importantes construções cearenses. Ele é o autor do projeto de tombamento do Theatro José de Alencar, pelo Patrimônio Histórico Nacional, e foi o responsável pela restauração do Theatro São João, de Sobral.
Homenagem
Mestre de muitos arquitetos formados no Estado, Liberal de Castro explica que muitos de seus colegas de ofício ficaram “eufóricos” com a notícia de que ele receberia o Troféu Sereia de Ouro. “Eles veem como uma homenagem à categoria dos arquitetos do Ceará”, explica. “Eu conheci e me dava muito com o fundador do Grupo Edson Queiroz. Portanto, a ligação com a homenagem do Sistema Verdes Mares é de lembrança, é afetiva”, afirma.

José Liberal de Castro nasceu em Fortaleza, no ano 1926. Filho de José Martins de Castro e Matilde Liberal de Castro, ele deixou sua cidade para se formar arquiteto no Rio de Janeiro. A ligação com sua terra é forte e, ao retornar, Liberal de Castro passou a escrever uma história profissional que se confunde com a própria arquitetura do Ceará. Isso se deu não apenas ao projetar prédios que ajudaram a transformar as feições da cidade, como o Estádio Governador Plácido Castelo, mas também ao fazer uma imersão na história de nosso patrimônio.

A marca de Liberal de Castro está presente tanto nos prédios e construções que projetou, como no trabalho das novas gerações de arquitetos que ajudou a formar. Profissionais como Fausto Nilo foram seus alunos e reconhecem a dívida para com o mestre. Em 1964, participou da instalação da Escola de Arquitetura da Universidade Federal do Ceará. Atuou em sala de aula, desenvolveu pesquisas e orientou estudantes até se aposentar do atual Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFC. Sua presença, contudo, ainda pode ser sentida no campus, que costuma visitar. A biblioteca do Departamento foi batizada com o seu nome.

Formação

Liberal de Castro conhece a Fortaleza do passado e do presente. Professoral, ele fala em detalhes de suas transformações e do significado de algumas construções da cidade. Contudo, a paixão pela arquitetura não foi despertada apenas pelas andanças por suas ruas. Foi também nos livros que ele descobriu a sua vocação. “Ganhei uns livros que eram espécie de álbuns de geografia. Eu olhava e gostava muito daquilo. Ficava desenhando aqueles mapas, aquelas fotografias, aquelas coisas todas e gostava bastante”, relembra.

Decidido a seguir carreira numa área que, então, não dispunha de cursos de formação universitária no Ceará, Liberal de Castro decidiu partir para o Rio de Janeiro. “Todo mundo queria ir para o Rio. Então, era natural que eu também quisesse ir. O Rio era uma metrópole, fantástica, que atraía todas as pessoas”, conta Liberal. Ele estudou na Faculdade Nacional de Arquitetura da Universidade do Brasil.

O retorno ao Ceará se deu na década seguinte. Liberal de Castro foi convidado para lecionar a disciplina “Desenho de Observação” na Escola de Engenharia da UFC. Aqui, também passou a atuar profissionalmente como arquiteto – atividade que Liberal de Castro ainda desempenha, 60 anos depois de seu retorno ao Ceará.

Liberal de Castro teve uma longa vivência acadêmica na UFC, instituição da qual é professor emérito. Ajudou a instalar a Escola de Arquitetura, em 1964, e foi professor da universidade de 1981. Tornou-se livre-docente em 1981, por concurso público que levou em consideração provas, títulos e uma tese, “Notas relativas à Arquitetura Antiga no Ceará”.

“Quando a pessoa ensina uma coisa, ela realmente está transmitindo aquilo, quando ela faz a entrega intelectual, e essa entrega intelectual tem muita reprodução. Daquela pessoa que aprendeu vai pra outra e desta pra outra. Eu venho, faço a minha parte e depois passo pros outros. Eu dizia para os alunos em sala de aula: se vocês não me superarem, eu fracassei”, ensina.

Professor de história da Arquitetura, da Arte, das Formas Urbanas, Liberal de Castro ocupou posições de destaque no Instituto de Arquitetos do Brasil (que ajudou a fundar, em 1957); e no Comitê Brasileiro de História da Arte; no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (onde integrou o conselho consultivo). É sócio efetivo do Instituto do Ceará (Histórico, Geográfico e Antropológico), desde 1991.

Referência

Arquiteto do antigo Departamento de Obras e Projetos da UFC, Liberal de Castro integrou equipes que projetaram alguns prédios importantes da instituição, como a Pró-Reitoria de Extensão (antigo Departamento de Cultura, em 1961) e Imprensa Universitária (1967).

Projetou ainda algumas residências e prédios imponentes, como o Palácio Progresso (1964-1969) – o primeiro edifício de escritórios de porte da cidade, com filiação à escola carioca; e o Instituto de Hemoterapia do Ceará (Hemoce, 1972). Seu trabalho mais famoso foi o do Estádio Castelão (1969), projetado com uma equipe de colegas.

Liberal ainda contribuiu para a preservação de importantes construções cearenses. Ele é o autor do projeto de tombamento do Theatro José de Alencar, pelo Patrimônio Histórico Nacional, e foi o responsável pela restauração do Theatro São João, de Sobral.

Homenagem

Mestre de muitos arquitetos formados no Estado, Liberal de Castro explica que muitos de seus colegas de ofício ficaram “eufóricos” com a notícia de que ele receberia o Troféu Sereia de Ouro. “Eles veem como uma homenagem à categoria dos arquitetos do Ceará”, explica. “Eu conheci e me dava muito com o fundador do Grupo Edson Queiroz. Portanto, a ligação com a homenagem do Sistema Verdes Mares é de lembrança, é afetiva”, afirma.



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